ENQUANTO AINDA É TEMPO

Eu sei que é matéria vencida, notícia velha; mas me permitam algumas palavras sobre a polêmica que vem envolvendo Luciano Huck, depois do artigo em que ele expressou (justa) indignação, por ter sido assaltado e roubado em um Rolex.
Não simpatizo com o Huck. Nunca assisti o Caldeirão e, se dependesse de mim, ele não teria chegado ao estágio em que chegou; não seria uma celebridade. Provavelmente, não teria o Rolex.
Mas este não é o ponto. O pior é a idéia que se vem formando, de que os bandidos são as vítimas; e nós, que formamos a sociedade, somos culpados. Quanto mais ricos, mais culpados.
Para mim, isso é uma insanidade; uma inversão de valores. É condenar a vítima, para absolver os culpados. E não me venham falar de diferenças de oportunidades; elas existem, mas a grande maioria dos pobres trabalha e vive honestamente. Não são criminosos, nem traficantes.
Precisamos nos livrar dessa falsa noção de justiça. Ou chegaremos a extremos ridículos. Hoje, achamos que quem não tem um Rolex tem o direito de roubar um; pela lógica, quem não tem dinheiro tem o direito de roubar um banco; quem não tem casa, pode matar o dono e se instalar em uma; quem não tem mulher, pode estuprar a do vizinho.
É por aí? Ou isso significa um total retrocesso na evolução da espécie humana? Vamos voltar ao tempo das cavernas, em que o mais forte dava uma porretada no vizinho e pegava o que queria? Ou ao velho oeste de John Wayne, cada um com seu colt.45 do lado? E a civilização, onde fica?
Como já disse, não tenho simpatia pelo Huck. Mas acho que ele está certo; tem todo o direito de exprimir a sua revolta, de não achar que o ladrão tinha direito de assaltá-lo. Ele trabalha, para ter o que tem; merece desfrutar dos resultados desse trabalho.
Espero que outras celebridades se juntem a ele e também protestem, aproveitando todo o espaço que tiverem na mídia. Assim, talvez possamos reverter o quadro; ele precisa ser revertido, urgente.
Antes que assalto deixe de ser crime, e vire “doação compulsória”...
Não simpatizo com o Huck. Nunca assisti o Caldeirão e, se dependesse de mim, ele não teria chegado ao estágio em que chegou; não seria uma celebridade. Provavelmente, não teria o Rolex.
Mas este não é o ponto. O pior é a idéia que se vem formando, de que os bandidos são as vítimas; e nós, que formamos a sociedade, somos culpados. Quanto mais ricos, mais culpados.
Para mim, isso é uma insanidade; uma inversão de valores. É condenar a vítima, para absolver os culpados. E não me venham falar de diferenças de oportunidades; elas existem, mas a grande maioria dos pobres trabalha e vive honestamente. Não são criminosos, nem traficantes.
Precisamos nos livrar dessa falsa noção de justiça. Ou chegaremos a extremos ridículos. Hoje, achamos que quem não tem um Rolex tem o direito de roubar um; pela lógica, quem não tem dinheiro tem o direito de roubar um banco; quem não tem casa, pode matar o dono e se instalar em uma; quem não tem mulher, pode estuprar a do vizinho.
É por aí? Ou isso significa um total retrocesso na evolução da espécie humana? Vamos voltar ao tempo das cavernas, em que o mais forte dava uma porretada no vizinho e pegava o que queria? Ou ao velho oeste de John Wayne, cada um com seu colt.45 do lado? E a civilização, onde fica?
Como já disse, não tenho simpatia pelo Huck. Mas acho que ele está certo; tem todo o direito de exprimir a sua revolta, de não achar que o ladrão tinha direito de assaltá-lo. Ele trabalha, para ter o que tem; merece desfrutar dos resultados desse trabalho.
Espero que outras celebridades se juntem a ele e também protestem, aproveitando todo o espaço que tiverem na mídia. Assim, talvez possamos reverter o quadro; ele precisa ser revertido, urgente.
Antes que assalto deixe de ser crime, e vire “doação compulsória”...