10.23.2008

SERÁ QUE É VERDADE?

Ontem, vi no UOL a manchete: "Brasil tem quinta pior banda larga do mundo".

Infelizmente, não posso dar maiores detalhes: cliquei no link e tou esperando a matéria abrir, para ler a reportagem. Se Deus e a internet quiserem, voltarei ao assunto.


Ou não. Mas me esperem: tou de volta logo, logo.

9.25.2008

DESVENTURAS DE UM TURISTA NA BAHIA

Tempo ainda muito curto, mas vi esta foto no site 1.000 Imagens e não resisti. Volto em outubro, amigos.
Até lá, o meu abraço!

7.22.2008

Eu realmente tentei, mas não consegui.

O trabalho aumentou muito (graças a Deus), e não me sobra tempo para manter o Opiniaum como o conhecemos; para responder aos comentários e visitar os amigos.

Assim, vou dar uma paradinha até as eleições. Volto em outubro; ou a qualquer momento, em edição extraordinária, como diziam os antigos telejornais.

A vocês, o meu abraço. E lembrem-se: isto não é um adeus.

Até breve!

6.30.2008

O PAU DE BOSTA E A LEI IDIOTA

Aqui na Bahia, a expressão “pegar em pau de bosta” significa exatamente o que parece: arranjar problemas para si mesmo.

E acredito que é isto que estou fazendo, ao escolher o tema de hoje; tenho certeza que as reclamações virão, inclusive de dentro da própria família. Mas, convenhamos, se isto me assustasse, eu não teria criado o Opiniaum; nem seria fiel a ele, se não dissesse o que acho do assunto.

Então, vamos lá: pelo que vi na TV, parece que a nova lei sobre beber e dirigir é, não diria draconiana, mas perfeitamente idiota. Pela primeira vez na vida, sinto vontade de apoiar o anarquismo; a absoluta não intervenção do Estado na vida do cidadão.

Dizem que o brasileiro só fecha a porta depois de roubado. E eu acrescento: não contente em fechar, coloca 46 trancas e fechaduras, de tal modo que ele mesmo tem dificuldades para entrar em casa. É uma síndrome nossa.

Claro está: não sou a favor de bêbados dirigindo, causando acidentes e matando pessoas. Mas, pergunto: a pessoa, o adulto responsável que bebe uma cerveja, perde a capacidade de dirigir? Torna-se uma ameaça pública?

Porque, repito, pelo que vi na TV, basta o cidadão de bem tomar uma cervejinha e ter o azar de cair numa blitz, para ir em cana como se marginal fosse. Enquanto os verdadeiros marginais continuam soltos, cada vez mais audaciosos.


Isso é justo? O mesmo cidadão que paga seus impostos, sustenta sua família e dá 5/12 do seu salário para sustentar os políticos, responsáveis por mais esta lei idiota. Até porque políticos não dirigem: têm motoristas. Que nós pagamos.

Ou seja: já não se pode mais ir à praia, num domingo, e beber duas cervejinhas, com a família e os amigos. Ou ir a um aniversário, a menos que seja de criança e sirva apenas refrigerantes. Aliás, nem se pode usar anti-séptico bucal, ou comer dois bombons de licor... a cadeia espreita.

Volto a dizer: jamais farei apologia a dirigir bêbado, até porque é um crime contra a vida. Mas, como reza o provérbio, est modus in rebus; o que, aliás, nada tem a ver com rabos. A virtude está no meio, nunca nos extremos; tão ruim como a liberdade absoluta, é a coerção exagerada.

Em poucos dias, completo 60 anos de vida; 34 de CNH. Já houve ocasiões em que bebi demais, sim, e numa delas quase morro, inclusive. Hoje, muito menos atirado e mais prudente, sei que as duas ou três cervejinhas que bebo não representam risco algum a quem estiver comigo no carro que dirijo; se pensasse diferente, eu seria o primeiro a não beber.

Há muitos irresponsáveis? Concordo. Deve-se restringir o consumo de álcool? Concordo. Mas por que não limitá-lo a um patamar inteligente, que as pessoas possam realmente respeitar? Condene-se por crime doloso, sim, a quem se envolver em um acidente e estiver embriagado. É mais do que justo. Mas não se trate o cidadão como criminoso, por dois copos de cerveja.

Estou advogando em causa própria? Talvez. A verdade é que posso ser preso qualquer dia, embora provavelmente beba muito menos que o Lula.

Eu não posso ter motorista.


UPGRADE, EM 01/07/2008 : Amigos, sintam-se à vontade para discordar; até porque o nosso objetivo, aqui, sempre foi este: que cada um dê a sua opinião, sem que ninguém se aborreça. Só faço questão de deixar bem claro: não sou contra a proibição de beber, mas contra o limite imposto. É o exagero que acho idiota; como todo exagero, aliás.

6.13.2008

O BRAGA E O BAZUCA

Esta história ocorreu há quase quarenta anos, quando o Braga, hoje gerente de banco, começava a trabalhar em uma agência do interior, numa cidade calma e pequenina. Tão pequenina, que nem puteiro tinha.

Hoje, quase todos os puteiros fecharam: não dá pra encarar a concorrência das amadoras, que fazem de graça e melhor, por puro amor ao esporte. Porém naquele tempo eram de grande utilidade à ordem pública, principalmente nas cidades do interior, onde foram responsáveis pela longevidade de grande número de respeitáveis e insossos casamentos.

Recém-chegado à cidade, ficou o Braga curioso com o apelido de “Bazuca” dado a um dos colegas, um rapaz franzino e baixinho, sem nada que justificasse um apelido de tamanha potência. Bazuca, vocês sabem, é um canhão portátil, capaz de detonar um tanque de guerra.

Logo descobriu que o apelido se devia a determinada parte da anatomia do rapaz, anormalmente avantajada em comprimento e calibre; assustadora, mesmo, segundo os mais enfáticos. Tanto que o cognome de “tripé”, inicialmente proposto, pareceu acanhado para tamanho prodígio da natureza.

Como em cidade pequena tudo se sabe, o Bazuca continuava virgem, aos 25 anos: nenhuma corajosa se aventurara a descobrir se o canhão era tão potente quanto ameaçador. Eram manuais, os seus eventuais disparos.

Uma noite, o Braga foi convidado por um colega a visitar o puteiro da cidade vizinha e resolveu levar o Bazuca; de pura sacanagem, acho eu, mas ele jura que pelo nobre motivo de introduzir o pobre rapaz nos mistérios da vida. Literalmente falando, eu diria.

Depois de uma sacolejante viagem de jipe e umas três cervejas, lá se foi o Bazuca, agarrado a uma mulata bunduda, para os quartos do andar de cima, enquanto o Braga e o outro continuaram bebendo, no salão quase vazio, ouvindo Waldick Soriano e azarando o mulherio.

De repente, uma porta bateu com força e a mulata desceu correndo as escadas, apavorada e seminua; atrás dela vinha o Bazuca, todo atrapalhado, tentando abotoar as calças, enquanto o canhão teimava em escapar.

Ao descer os últimos degraus, ele tropeçou e caiu; a Bazuca se esparramou pelo chão, os comentários cessaram e um “OH!” de assombro, medo e inveja se fez ouvir. No silêncio, todo mundo ouviu perfeitamente a pergunta do Braga:

- Caramba, Bazuca! Que foi que você fez?!

Ainda caído, o Bazuca respondeu:

- Nada, colega! Eu só tirei as calças e perguntei se atrás era o mesmo preço...

5.29.2008

LEMBRETE

Clique na imagem, para ver os detalhes. Saudade de vocês, bom fim de semana.

5.09.2008

DIA DE HUMOR NEGRO


Difícil, eu estar de humor sombrio numa sexta-feira; mas acontece. E hoje está acontecendo.

Talvez, porque amanheceu chovendo; aliás, chove desde ontem. E, para quem mora na Cidade Baixa, a chuva causa inúmeros transtornos; até porque a água escorre da Cidade Alta e alaga as nossas ruas. É uma questão de física elementar.

Obviamente, cheguei atrasado ao trabalho. E isto já é suficiente para me deixar sacaneado; existem poucas coisas em que sou Caxias, mas uma delas é exatamente com relação ao campo profissional. Acreditem; é verdade.

Como sabem os amigos que me acompanham há mais tempo, trabalho com marketing político. E não adianta tentar me fazer sentir vergonha disto, porque acho que pecado maior é vender balões a padre maluco; ou defender o casal Nardoni, ou a Suzane Richtofen, ou o terceiro mandato do Lula.

Estas, sim, são atividades inteiramente reprováveis. Quanto a mim, gosto do que faço; até porque é um verdadeiro desafio conseguir vender políticos, do jeito que essa classe se desvaloriza. Muitos deles são as Brunas Surfistinhas do poder; com o agravante de que não escrevem as suas aventuras, mas as escondem... ou perderiam os mandatos. E as Surfistinhas atuam no varejo, enquanto eles agem no atacado: f*#@# uma porção de brasileiros, de uma vez só!

Bem, mas o objetivo de toda esta conversa é dar uma explicação: como este é um ano eleitoral, o trabalho (graças a Deus!) aumenta. Daí, o espaçamento das postagens e das visitas aos blogs amigos. Peço que me desculpem e aviso que a tendência é piorar, até outubro, quando acontece o orgasmo ou a brochada final, na abertura das urnas.

Sempre que possível, estarei por aqui ou visitando; vocês me fazem falta. Mas preciso trabalhar, não é? Afinal, só conheço dois jeitos de ganhar dinheiro sem fazer nada: um, claro, é ser político, que só trabalha de 4 em 4 anos.

O outro é arrumar um programa com o Ronaldo Fenômeno. Mas pra esse, é preciso ser travesti...