O CHEIRO DO CAFÉ

UPGRADE, EM 20/08: OBRIGADO, JOSSE! Recebi, da Josse, estes belos presentes, que faço questão de agradecer. Como sabem, sou egoísta: não passo à frente os selos que recebo dos amigos. Prefiro guardá-los, cuidadosamente, em meu coração: os selos e os amigos.
Dividam comigo, portanto, estes mimos, que agradeço de coração. E aqueles que, porventura, ainda não conheçam o blog da Josse, aproveitem o link . Acreditem em mim: vale a pena!
Éramos quatro irmãos. Todo ano, no Dia dos Pais, minha mãe se levantava antes de todos, na casa.Coava o café e ia nos acordar; pequenos, dormíamos no mesmo quarto. Ela tirava os presentes “escondidos” no guarda-roupa, e dava um para cada um de nós; depois, nos levava para o quarto do casal e abria a porta.
Nunca soube se meu pai realmente dormia, ou apenas fingia dormir; a verdade é que jamais pensei nisso. Mas ele abria os olhos, sentava na cama e recebia os nossos presentes, um a um, entre abraços, beijos e “Feliz Dia dos Pais”.
Depois, era a abertura dos presentes: uma festa, toda a família sentada na cama de casal; os filhos tão surpresos como o homenageado, a cada prenda revelada. Beijos, abraços, brincadeiras... uma algazarra!
Acabada a farra, íamos tomar o café da manhã e vinham as atividades normais do domingo. Mas era um dia diferente, um clima diferente; perdurava, em cada um de nós, uma gostosa sensação de carinho, de companhia... de família.
Meu pai já se foi, há alguns anos. Sinto saudade. Eu ainda me lembro bem daqueles dias, daquela sensação. E - curioso! – uma das lembranças mais fortes é aquele cheiro bom de café novinho, que parecia flutuar por toda a casa.
* * *
Meus três filhos mais velhos estão casados; têm as suas próprias vidas. Costumam vir me ver, ou pelo menos ligar, no Dia dos Pais. O mais novo ainda está em casa, mas, convenhamos... algum de vocês consegue imaginar, hoje em dia, um universitário de 20 anos seguindo todo esse cerimonial de Dia dos Pais?
Nós nos amamos, à nossa maneira. Sinto neles esse amor, e sei que eles o sentem em mim. Mas talvez eles, como eu, sintam falta, às vezes, dessa sensação mais próxima, mais presente, de companhia; de família. Ao menos, em determinados dias.
Mudou o mundo. Mudamos nós. Mudaram os nossos filhos.
Mas – acreditem! - todos os anos, no Dia dos Pais, o cheiro daquele café ainda invade as minhas narinas...
Esta foto não é muito recente, mas é a melhor que encontrei com os "meninos". Tudo bem, eu sei que parecemos irmãos. Mas são meus filhos, podem acreditar. ;)

8 Comments:
Flávio
Puxa,fiquei imaginando a sua vida de menino e de como sua mãe era legal...e o cheirinho de café..tb sinto essa saudade,engraçado...
Mas,quem é vc nesta foto??Nem dá para notar quem é pai e quem é filho..rs
Bjs
Pois é, Mari, essa é a grande dificuldade... mas, se meus filhos virem isso, é melhor vc correr, viu? ;) Bjs, boa semana
Sortudo, apesar de tudo...
Bjs
Olá lindo!
Que linda historia e deste a conhecer um bocadinho da tua infância, dizem que o melhor é o que vai passando será que é mesmo verdade?
Tens uma familia linda parabéns
Te deixo mil beijos em teu coração
Whispers
Ah, esqueci que tenhas um fim de semana maravilhoso
beijos
Whispers
Sortudo, sim, poesia... e muito; até pelas lembranças e pelos sonhos! :) Bjs, bom fds
Obrigado, Whispers; pelos votos, e pela opinião, viu? ;) Bjs, lindo fim de semana!
Acabei de linkar o seu blog ao APOIO FRATERNO. Abs.
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